Renata, Brazil
Meu nome é Renata, tenho 50 anos e moro em Santos. Sou paciente de câncer de pulmão com metástase óssea, e tudo começou no início de 2024.
Passei a sentir dores na costela e nas escápulas. No começo, os médicos diziam que era algo muscular. Com o tempo, as dores foram aumentando e, já em setembro, comecei a perder força na mão, além de sentir formigamento no braço. Foi então que procurei um neurocirurgião.
Ele solicitou uma ressonância da coluna e, ao analisar o resultado, identificou uma trinca na cervical. A partir daí, resolveu investigar mais a fundo. Fiz novos exames, que levantaram a suspeita de um nódulo (ou até mesmo um fungo) no pulmão. Em seguida, fui encaminhada para uma broncoscopia no ACCC, onde o nódulo foi detectado. Nesse momento, o mundo caiu para mim.
Começou então uma longa e dolorosa busca para identificar o tipo do tumor. Fiz uma segunda broncoscopia, que não trouxe resultado. Depois, uma biópsia guiada por tomografia, e novamente nada conclusivo.
Diante disso, meu médico decidiu realizar uma biópsia cirúrgica. Também fiz uma biópsia líquida, que foi enviada para os Estados Unidos. Graças a Deus, finalmente conseguiram identificar o tipo do tumor: EGFR mutado.
Hoje faço tratamento com terapia-alvo, tomando um comprimido por dia. Graças a Deus, estou melhorando. O tumor diminuiu e desapareceu da coluna. Não foi um processo fácil. O caminho é demorado e doloroso. Fiz radioterapia na coluna e fiquei bastante debilitada.
Todo esse processo é extremamente angustiante. A espera pelos resultados dos exames e pela liberação do medicamento me trouxe muito medo.
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